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Estados Unidos, New York, NY, Homem, de 26 a 35 anos
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Pro&sia de Buteco
 

Reveillon em NYC

Reveillon em NYC é um evento pra ser colocado no curriculum, um feito que se exibe com orgulho, um momento inigualável da vida, sobre o qual até se fala em uma entrevista de emprego.

 

ENTREVISTADOR: Um grande feito em sua vida, caro candidato?

CANDIDATO AO EMPREGO: Passei meu último reveillon em Nova Iorque.

 

Acho que minha empregabilidade aumentou um pouco neste ano. O reveillon de Nova Iorque agora enriquece meu CV. Entrevistadores, cuidem-se!

 

Rua 50, esquina com 7a Avenida, noite de reveillon.

 

A despeito de todo o glamour do reveillon de NYC, concluí que, na verdade, mas bem no fundo da verdade, reveillon nas ruas de NYC, próximo a Times Square, pode ser um mico. Pode ser, dependendo das companhias e da criatividade. Mas, mesmo assim, é preciso dizer que uma vez se passou reveillon em NYC. Até para que se possa concluir que reveillon em NYC é um mico. Ou não.

 

Em matéria de festa, os americanos têm mesmo muito o que aprender com os brasileiros. (Nada que um reveillon no Rio ou um carnaval em Salvador não ajude a resolver). É realmente difícil fazer uma bagunça organizada, mas os americanos insistem em fazê-lo. As ruas começam a ser fechadas à medida que vão enchendo de gente. O resultado dessa estratégia é que é preciso chegar muito cedo à Times Square para ocupar um bom lugar – por isso a praça já estava lotada às duas da tarde. As pessoas vão chegando e ocupando seus lugares no sentido sul – norte (uptown). Já que moro na esquina da rua 51 com a 7ª Avenida, imaginava que seria relativamente simples, quase fácil e indolor, obter um bom lugar para assistir à famosa queda da bola.

 

Me enganei, completamente. Às seis e meia da tarde, ainda faltando cinco horas, 30 minutos e um segundo (2005 teve um segundo a mais...) para o ano novo, os policiais já tinham fechado a quadra entre as ruas 48 e 49. Dado o interminável fluxo de gente, imaginei que mais meia hora e provavelmente o quarteirão entre 49 e 50 já estaria fechado. Seguindo o raciocínio, mais uma hora e nós mal conseguiríamos sair de casa. Sem muita alternativa, descemos pra ver o reveillon de NYC às 19:30hs.

 

Até este momento, achávamos que ficaríamos quatro horas, trinta minutos e um segundo passando frio, recontando nossas vidas, revelando alguns planos para o ano novo e jogando baralho virtual. Nem uma bebidinha pra esquentar porque os policiais não nos deixam entrar com bebidas (ou pensam que não nos deixam entrar com uma biritinha no bolso). Felizmente, nós brasileiros possuímos um invejável talento para atrair outros brasileiros dispostos a pagar um miquinho em grandes concentrações populares. No reveillon de NYC, claro, não seria diferente.

 

Brasileiros se atraem - em qualquer lugar do mundo.



Escrito por Marcelo Morais às 03h15
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