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Meu Perfil
Estados Unidos, New York, NY, Homem, de 26 a 35 anos MSN - mar.ribeiro@uol.com.br
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Em TEMPO
Sim, viajo de TAM. Boa viagem pra nois.
Mais uma vez.
Escrito por Marcelo Morais às 21h21
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Ainda sobre o tempo
Fiquei muito TEMPO sem escrever neste blog porque andava sem TEMPO. Nesse meio TEMPO, muito aconteceu na vida deste relator. Tantas mudancas, tao profundas e tao definitivas, que precisarei de muito TEMPO para relata-las aqui. Hoje, nao tenho TEMPO.
Peco um TEMPO. Daqui a pouco TEMPO, espero, relatarei algumas das aventuras, decisoes, emocoes e definicoes dos TEMPOS recentes.
Meu TEMPO acabou. E hora de embarcar. Boa viagem pra nois!
Escrito por Marcelo Morais às 21h18
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Sem fio
Um binde ao benevolente cidadao que inventou a conexao sem fio.
Escrito por Marcelo Morais às 21h15
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Tempo tempo tempo tempo
Faz tanto tempo, mas tanto tempo que nao deixo uma mensagem sequer por aqui que nem sei mais se me lembro como se escreve num blog. Meno male que, pelo jeito, ainda me lembro como se escreve.
Acho...
Neste momento, estou no saguao de embarque do JFK, em Nova Iorque. Em alguns minutos, estarei dentro de um aviao, voando a caminho de casa. To indo pra Sao Paulo para cumprir algumas obrigacoes praticas, mas, principalmente, to indo pra aliviar o coracao que jah nao aguenta de saudades das pessoas mais importantes da minha vida.
Amanha, logo de manha, espero ser recepcionado pelo sorriso mais lindo do mundo (sim, o sorriso mais lindo do mundo foi mais cedo aliviar seu coracao e me deixou aqui contando os dias e as horas para embarcar). Um abraco bem demorado e um monte de beijos pra comecar a matar as saudades e aliviar um pouco esse coracao que anda batendo descompassadamente, quase por obrigacao.
E mais tarde, ou a noite, espero dar um abraco de horas no seu Luizito e na dona Leo, pra trazer um pouco mais de alivio a esse meu coracao. Ja sao quase sete meses sem seus (deles) bracos, abracos, colos e sorrisos. E, pra aliviar de vez meu coracao, de quebra e de brinde, ainda espero abracar Fe e Dani, Helo e Katu, vo, tias, primas, primos e mais um bando de gente que nao vejo ha tempos.
Faltam so mais algumas horas. Anda logo, tempo. Passa rapido. Anda logo. Tempo tempo tempo tempo.
Escrito por Marcelo Morais às 21h11
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PS
Marcinha,
A Dani não veio pra cá de novo não (pelo menos não por enquanto; ainda me deve essa visita). A foto da nota "A câmera fotográfica" é antiga.
Beijos!
Escrito por Marcelo Morais às 01h55
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ParaBehn
Que novidade existe em fazer aniversário todo ano? Para a grande maioria, trata-se de um evento que precisa ser comemorado porque é um dia especial, um único entre trezentos e sessenta e cinco, aquela data em que nos sentimos um pouco donos do mundo, um pouco merecedores das vinte e quatro horas de fama, um quase-dia de artista, reconhecido e bajulado pelos amigos, família, colegas do trabalho. No dia do aniversário, vale um pouco de exagero na comida, vale ir ao escritório somente para ganhar presente, a pausa de três horas e quarenta minutos para o almoço é negligenciável, é perdoável a décima-primeira dose de whisky depois de quinze chopps - mesmo que isso signifique trabalhar, no dia seguinte, com um pouquinho de dor de cabeça e com aquele inesquecível gosto de latinha de Kaiser quente que sobrou no fundo da caixa de isopor na manhã de quarta-feira de cinzas. Afinal, ontem era o dia do (seu, meu, dele, dela) aniversário.
Pois para quem faz aniversário todo ano, pode-se dizer que o dia do aniversário é mais uma daquelas festas ou eventos que se repetem todos os anos - como carnaval, semana santa, campeonato mineiro da segunda divisão, revéillon. Se o aniversário desse ano não foi dos melhores, tudo bem, o do ano que vem será melhor. Exatamente como essas outras datas comemorativas. Se não rolar Salvador neste ano, tudo bem, ano que vem tem de novo. Ah, ir pra praia na semana santa esse ano não será possível? Tudo bem, ano que vem a gente vai. O Alfenense Futebol Clube caiu pra terceira divisão? Tudo bem!!! No ano que vem tenta voltar pra segunda divisão. Revéillon em Copacabana foi com chuva este ano? Nenhum problema!!! No ano que vem provavelmente também o será.
Raciocínio completamente diferente se aplica àqueles eventos que só acontecem a cada quatro anos. Imagine você, caro leitor, se perderá os jogos da próxima copa do mundo??? Nem pensar!!! Deixar de assistir à final do vôlei nos jogos olímpicos de Pequim??? Nem estando isolado na Ilha de Páscoa para a gravação da próxima temporada de Lost (porque afinal esse também tem todo ano...). Deixar de votar na próxima eleição? Hum... hummmmm.... pensando bem... dependendo dos candidatos... Copa do Mundo, jogos olímpicos, Bush re-eleito... só a cada quatro anos.
Agora imaginem aqueles que só fazem aniversário a cada quatro anos. Aqueles que conseguiram a proeza de nascer no dia 29 de fevereiro. Esses, além de esperar por quatro anos para dizer hoje é meu aniversário (e esses só fazem aniversário em ano de jogos olímpicos), tem um dia a cada mil quatrocentos e sessenta dias. Esses merecem um almoço de doze horas, quarenta doses de whisky depois de sessenta chopps, uma caixa de latinhas de Kaiser e muitas, muitas felicidades. Além de um parabéns pra você muito bem gritado no ouvido.
Ou então eu estou completamente enganado e os que nasceram em 29 de fevereiro é que são verdadeiramente felizes. Pois, em três anos de cada quatro anos, lhes é dado o direito de comemorar seu aniversário em 28 de fevereiro ou 1º. de março. E nesse caso, as contas do parágrafo acima estão completamente equivocadas. Mas só as contas.
Minha irmãzinha nasceu num 29 de fevereiro. Este ano, portanto, ela não faz aniversário. Ou faz, ontem e hoje. E tem direito a comemorar – e muito!!! – seu(s) dia(s) de aniversário. Só acho que ela deve maneira nas doses de whisky e nos copos de chopp porque nenhum paciente merece, às nove horas da manhã, dentista com bafo de latinha de Kaiser quente que sobrou no fundo da caixa de isopor na manhã de quarta-feira de cinzas.

Daqui de longe, Ma e eu te mandamos uns pá de berjim de parabéns.
ParaBehns, Dani!!! Feliz níver!!! Muita alegria, muita saúde, muita paz e muito sucesso todos os dias.
E não se esqueça que o presente, que é bom, eu já te dei faz tempo. A foto abaixo não me deixa mentir....

Uns pá!!!! E um brinde!
Escrito por Marcelo Morais às 01h52
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A câmera fotográfica
Jamim,
Essa é uma informação que te devo há algum tempo. Não porque precise escondê-la, mas porque não queria te decepcionar. Minha câmera fotográfica, essa amiga e companheira que participa tão ativamente deste blog, é somente uma Sony Cybershot DSC – P200. E as fotos são feitas no modo VGA, de baixa resolução, para que eu possa publicar as fotos aqui nessa página.
Minha super Sony é a que está na mão da minha irmãzinha na foto abaixo:

Do topo da minha falta de modéstia, do parlatório que se instala no ponto mais alto do meu salto, devo lhe dizer que as fotos bonitas não dependem somente da câmera, mas também do talento do fotógrafo...
Escrito por Marcelo Morais às 22h21
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Hoboken, NJ
Já faz um bom tempo que não passo por aqui pra contar algumas novidades, dividir alguns momentos, publicar algumas reflexões ou simplesmente mostrar algumas das muitas fotos que Ma e eu temos feito por essas terras geladas.
Hoboken, NJ é a cidade que agora abriga nosso novo lar. Uma cidade pequena, pacata, simples, de ares tipicamente interioranos, mas com um sotaque nova-iorquino e um ar cosmopolita emprestado de algum dos bairros da vizinha megalópole megalomaníaca. O Hudson, um rio largo, retilíneo e previsível como a própria Hoboken geralmente é, nos separa de Nova Iorque. Com um pouco de licença poética, posso dizer que Manhattan é o quintal de casa.

Ma e eu às margens do Hudson, com Manhattan como pano de fundo (fotógrafa: JouJou)
Frank Sinatra é o mais conhecido filho de Hoboken. Não se respira Sinatra pelas ruas da cidade (a mais clara homenagem é o Sinatra Cafe, às margens do Hudson) mas o filho famoso é uma referência que ajuda a situar no tempo-espaço uma pequena cidade que já se viu ofuscada pela grandeza dos prédios, da pujança e da vivacidade da ilustre vizinha que se ergue à margem leste do Hudson.
Hoboken é hoje uma cidade revitalizada, reurbanizada e reorganizada (há alguns anos, vivia na decadência resultante da imigração ilegal e do tráfico de drogas). Em suas pequenas ruas, agora abriga prédios e condomínios novos e elegantes, que têm servido de opção (ou refúgio) para aqueles que, por diversos motivos, não querem morar em Manhattan mas desejam (ou necessitam) viver nos arredores da Big Apple.

Relogio na Washington St, Hoboken (fotógrafa: Nica)
Por aqui, não há muito o que explorar – é certo. As atrações se resumem a uma caminhada pela margem oeste do Hudson, o casario do fim do século XIX e começo do século XX e alguns pequenos museus. No entanto, a vida noturna é bastante agitada, pois a cidade oferece várias opções de restaurantes, bares e cafés descolados que atraem não só seus próprios habitantes como também os nova-iorquinos e jersianos que procuram um lugar diferente para badalar.
E os restaurantes de Hoboken têm uma grande vantagem sobre seus pares – ou competidores - nova-iorquinos: aqui, por força de leis de zoneamento e controle de consumo de álcool, os restaurantes não podem vender bebidas alcoólicas. Resultado: os comensais podem levar bebidas para os restaurantes, sem que estes cobrem qualquer adicional pelo consumo de álcool em suas dependências. Portanto, pode-se jantar muito bem em Hoboken, saboreando um bom vinho, sem pagar o olho da cara (ou the eye of the face, como eles dizem aqui) para desfrutar dos prazeres álcoolicos.

Vista noturna de NY a partir de Hoboken (fotógrafa: Nica)
Bem-vindos a Hoboken, NJ.
PS: Este blog agradece a JouJou e a Nica pela cessão das fotos acima. Um brinde, meninas!
Escrito por Marcelo Morais às 21h49
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Presença
É uma praça sem graça
Sem monumento no centro
Sem um coreto no canto
Nenhuma folha caída no chão
É minha casa sem teto
Sem a parede da sala
As roupas guardadas na mala
No lugar da cama o colchão

Ma numa noite de inverno em NYC, janeiro de 2007
É o meu peito batendo
Forte em ritmo lento
Desobediente, coitado
Descompassado baião
É meu dia que se arrasta
Feito adágio impreciso
Se minha musa não passa
Com sua leveza sua graça
Pra me trazer de presente seu sorriso.

Ma
Escrito por Marcelo Morais às 20h12
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Home
And the road becomes my bride
I have stripped of all but pride
So in her I do confide
And she keeps me satisfied – gives me all I need
Estou de volta a NYC. Após duas semanas de intensos e emocionantes reencontros em terras brasilis, pisei solos nova-iorquinos nesta manhã de sábado. Estou de volta ao meu lar.
Nesses últimos 18 meses, meu conceito de lar tem sido, ao mesmo tempo, múltiplo e efêmero. NY, nesse momento, é meu lar. Ainda que temporariamente, é pra aqui quero voltar depois de alguns dias fora de casa. Aqui estão meus valores, meu cotidiano, minha luta, minha esperança, meus planos e meus sonhos. Alguns amigos, alguns discos e livros, muitas fotos. Um pouco do que juntei nesses anos e muitas das histórias que vivi nos últimos meses.
Mesmo que eu não seja daqui, é este o lugar que adotei para chamar de meu. É aqui que me redescubro, me reinvento, me provo, me aprovo e me reprovo em meio às minhas lutas. Ainda que (talvez) seja por tempo limitado, aqui é meu lar. Meu teto, meu abrigo, minha caixa de concreto contendo um reflexo da minha cara, um traço da minha forma, um ruído da minha voz e a tradução das minhas reflexões.
Lugar, luar, lar.
Lar, luar, lugar.
Neste momento, tudo isso é aqui. Ainda que eu esteja de passagem.
Eu não sou da sua rua
Eu não sou o seu vizinho
Eu moro muito longe sozinho
Estou aqui de passagem
Esse mundo não é meu
Esse mundo não é seu
Voltei pra ver o sol nascer sobre o leito do rio, iluminando os arranha-céus que dominam a ilha de Manhattan, pra observar o sol refletido nas fechadas de vidro da cidade. Sentado no banco traseiro do yellow cab, iPod tocando algumas canções da trilha sonora, me reencontro e me reencanto com algumas das belezas da cidade. As pontes, os prédios, as várias portinhas das lojas encobrindo segredos a cada quadra. Um mundo inteiro para ser redescoberto, agora com muito mais cor, vida, sabor. A cidade agora sob um novo olhar. Ou, pensando melhor, sob dois olhares diferentes.
Finalmente, lar...
Voltei pra ver o céu de inverno, o céu azul que, no hemisfério norte, só consegui encontrar em Nova Iorque. Voltei para os braços do meu amor, pra encostar a cabeça no seu peito e ouvir, como uma canção que não consigo carregar no meu iPod, sua voz me dizendo – bem vindo de volta ao lar.
After long
Home is a place where I yearn to belong
Escrito por Marcelo Morais às 19h48
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Um olhar sobre Seul
À primeira vista, Seul me parece uma cidade comum, sem atrativos que saltem aos olhos. Do alto da cidade, da janela do meu quarto de hotel, vejo uma metrópole que parece se assemelhar a muitas do dito mundo emergente. Vejo o rio Huan cortando a cidade, atravessado pelas pontes que ligam as porções norte e sul da capital coreana. Nada da grandiosidade arquitetônica dos palácios ou da grandiloquência dos monumentos das capitais européias. Uma cidade que parece ainda se preparar para, num futuro próximo, ser um marco do desenvolvimento asiático. Edifícios comerciais, condomínios verticais, casas amontoadas nas ruazinhas curvas enraizadas no terreno irregular são o primeiro retrato que tenho de Seul.

Seul, vista do meu quarto no hotel.
A cidade possui cerca de oito milhões de habitantes; a região metropolitana, cerca de doze milhões. O país tem cerca de 40 milhões de habitantes; portanto, quase um terço da população coreana vive na capital ou em seus arredores. Muito do desenvolvimento da cidade, segundo informações dos locais, deu-se nos últimos 20 e poucos anos, impulsionado pela Olimpíada em 1988 e, mais recentemente, pela Copa do Mundo - o aeroporto de Incheon foi inaugurado em 2002, como uma das principais obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo. Apesar do elevado número de veículos, nada de grandes engarrafamentos. O sistema de metrô é bem ramificado e parece bastante eficiente. A cidade harmoniza os palácios milenares e os contemporâneos edifícios comerciais.

Entrada do Palacio do Governo. Ao fundo, predios comerciais da cidade.
Mas as cidades, como todas as mulheres, têm seus mistérios (deve ser por isso que cidade é uma substantivo feminino). E Seul, essa cidade, essa mulher, também os tem. Aos poucos, descubro que Seul possui os seus segredos e surpresas, seus caprichos e desejos, seu charme único. E desvendo ruelas que brotam das grandes avenidas, pequenos restaurantes em meio aos prédios do centro financeiro da modernizada capital. Como pequenos afluentes de um rio vivo, as ruelas escondem facetas de uma cidade que ainda parece se acostumar à idéia de ser moderna, o centro financeiro e econômico de um país que parece se desenvolver em saltos, não em passos.

Há muito o que contar, mas as histórias ficarão para mais tarde.
Escrito por Marcelo Morais às 21h35
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Do outro lado do mundo
Desde domingo, 5 de novembro, estou em Seul, Coréia do Sul. Esta minha primeira incursão pelas terras asiáticas termina no próximo sábado. Apesar do pouco tempo passado nessas terras, vivi algumas sensações absolutamente interessantes.
É curiosa a sensação de viver, ainda que temporariamente, num lugar onde o dia começa e termina muito antes de começar ou terminar nos lugares com os quais tenho relações profissionais ou afetivas, quando não ambas. Parece que estou vivendo no futuro o tempo todo. Ou meu Brasil vive no passado?
É aflitiva a sensação de ser analfabeto, mesmo após vinte e poucos anos de estudo. Impossivel ler qualquer luminoso numa dessas lojas que mais parecem uma budega da vinte e cinco de marco.
É deseperadora a sensação de desamparo diante de um atendente de lanchonete a quem não consigo pedir um pão com queijo. Imaginem se eu quisesse pedir um pão de queijo.
E é angustiante a certeza de que o nosso Brasil ainda está a muitos anos de distância do desenvolvimento sócio-econômico que os países do sudeste asiáticos atingiram ou estão a caminho de. Mais angustiante ainda por saber que acabamos de sair de mais uma eleição e, provavelmente, continuaremos patinando sobre nossas habituais mazelas durante os próximos quarto anos.
E enquanto isso mais um dia já acabou aqui em Seul. Esse povo é mesmo apressado e, pelo jeito, gosta de viver no futuro.
Escrito por Marcelo Morais às 14h07
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Abraço especial
Um grande abraço, especialíssimo, a meu grande amigo, meu irmão, JC.
Parabéns, CARA!!!!!

Fotinho em homenagem a JC e Denise, de quem eu roubo a ideia nada convencional de saltar (e registrar os saltos) em lugares especiais.
Que o seu aniversário seja tão especial como você!
Escrito por Marcelo Morais às 14h02
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Amigos
Se houvesse posts nesse blog sobre a semana em São Paulo, apagaria todos aqueles posts (que nunca existiram...) que se referissem a algo diferente dos sorrisos e abraços. Pois que aqui fique então registrado um beijo de agradecimento a todos os amigos que ajudaram, apoiaram e dividiram um tanto de seu tempo conosco. Se sempre os queremos por perto, depois de tudo isso, queremos encontrá-los logo, muito logo, agora reunidos num momento de alegria. E então trocar os abraços que dissemos estar nos devendo.

Um brinde especial a todos os nossos amigos, esses caboclos e caboclas extremamente especiais que escrevem conosco as páginas que gostaríamos de arrancar do caderno de espiral, mas também (e principalmente) vivem conosco as páginas bem escritas do nosso caderno. Aquelas que mostramos, com orgulho, a todos os que quiserem ver.

Mar com os amigos Carol e Thiaguinho em Paris.
Escrito por Marcelo Morais às 13h52
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Milagres
Que neste momento árduo, Ni, você tenha a certeza de que ainda seremos premiados com muitos dos milagres da vida, um bálsamo para suavizar a dor deste anti-milagre da vida.

Foto feita pela Nica (a primeira publicada neste blog...) em Estocolmo.
Escrito por Marcelo Morais às 13h37
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Paginas e posts
Bom mesmo seria se a vida fosse um caderno de espiral, desses dos quais se arrancam as folhas sem o menor remorso, somente porque elas são absolutamente substituíves. Ou, em raciocínio similar, bom mesmo seria se a vida fosse como esse blog, no qual eu mesmo crio as regras e as leis como um tirano, decido o que dizer e escrevo somente quando tenho pronto e lapidado o texto que desejo publicar.
Porque, em ambos os casos, seria fácil e indolor apagar aqueles acontecimentos que registramos em nossos diários apenas para ser fiéis aos acontecimentos e para retratar o que a vida nos deu de presente sem que pedíssemos (pelo menos em nossa sã consciência).
Entao ficaríamos assim combinados: viveríamos todos esses evento desagradáveis com todo o fervor necessário, apenas porque eles nos fazem crescer e ser melhores a cada dia, esgotaríamos nossas lágrimas e suspiros, sofreríamos apenas o suficiente para valorizar ainda mais nosso sorriso diário. Mas, ao fim desses árduos dias, mais fortes e conscientes, apenas arrancaríamos essas páginas mal escritas, de esgarranchos e borrões, e as reporíamos com páginas de um primor único, escritas com as mais bem pensadas, rimadas palavras.

Estocolmo, Suecia, num dia ensolarado de verao. A foto em P&B nos priva da alegria das cores da cidade.
Ou apenas apagaríamos o post mal escrito, com rimas pobres e fotografias fora de foco, e o substituiríamos por um novo post com um poema de Drummond, ilustrado por uma foto colorida e retocada – agora irretocável - imortalizando um inesquecível dia de verão, folhas coloridas e céu azul.
E assim, somente depois de retocados, apresentaríamos o caderno ou o blog aos amigos, aos pais, àqueles que amamos.
E ainda assim seríamos mais fortes e conscientes.

Cores de Estocolmo na mesma tarde de verao.
Escrito por Marcelo Morais às 13h28
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Promessa
Algumas cidades no mundo merecem ser visitadas várias vezes no decorrer de uma vida. Tal como os aniversários, feitos para ser comemorados pelo menos uma vez por ano, algumas cidades merecem ser aproveitadas, vividas, também uma vez por ano, no mínimo. Nenhuma comemoração de aniversário é igual à anterior – e nem será igual à seguinte. Tal qual uma visita a uma cidade especial: nenhuma visita é igual à anterior – e nem será igual à próxima.

O Arco do Triunfo na noite de 18 de agosto de 2006.
Para comemorar uma data especial, nada melhor do que um lugar especial. Talvez um dos lugares mais especiais do mundo.
E, tal como uma promessa precisa e merece ser cumprida, algumas várias promessas precisam ser cumpridas.

A Torre, vista a partir do Campo de Marte.
Pois comemoramos o aniversário Nica quase como prometido: admirando o Arco, pulando em frente à Torre, caminhando pelos Campos Elíseos.
Não vimos a cidade a partir do Sagrado Coração, é certo, mas tomamos café com misto quente (o famoso Croque Monsieur) no coração da cidade, no Trocadeiro.
Uma troca, sem trocadilhos, quase justa.

A Peugeot é do Brasil em plenas Campos Elíseos.
Paris, Paris.
Por mais que eu passasse vários dias ali, não seria o suficiente para ver tudo o que queria, visitar cada canto, explorar cada pedacinho da cidade, sentindo seus odores, olhando suas luzes no cair da noite.
Paris, Paris. Que bom que você está aqui, ao lado, ao alcance, a qualquer momento. Uma extensão do nosso cotidiano de fantasia.

Após a chuva, numa rua da Ile de Cité.
A cidade vista do Sagrado Coração ficará para a próxima visita. Que, certamente, virá antes do próximo aniversário.
Au révoir, Paris.

As luzes da cidade, vistas a partir da Pont Neuf.
Escrito por Marcelo Morais às 21h08
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Dezoito
Dia especialíssimo hoje, este dezoito de agosto. Parabéns, Ni!!! Que este seja só o primeiro dos melhores aniversários da sua vida. E das nossas também! A gente comemora pulando em frente ao Arco, admirando a Torre, caminhando pelos Campos Elíseos, olhando a cidade a partir do Sagrado Coração. Milhões de beijos para você. TA.

Escrito por Marcelo Morais às 09h30
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Baby boom
E não é que a dona cegonha anda mesmo fazendo a festa e tomando chazinho na casa de vários amigos?
Apenas para citar alguns:
Tilu e Dan contam os minutos para a chegada do Théo (enquanto escrevo esta nota, Théo pode até já estar alegrando o mundo com seus primeiros gritos...);
Dani e Gui aguardam cada dia mais ansiosos a chegada de Isabella;
Nirvana e Heitor estão felícissimos com a aproximação da chegada de Henrique;
Su e Vinícius esperam o primeiro herdeiro;
Renata e Henrique também aguardam a chegada do primogênito.
Keila e Du ainda comemoram a chegada de Luíza;
Tereza e Fernando exibem orgulhosos as fotos de GIovanna;
San e Motta se deliciam com as risadas da Gabi.

Mar com Gabi no colo - parte integrante do meu treinamento para papai.
Enquanto isso, fico aqui pensando que quando eu resolver virar papai, haverá uma boa safra e o meu herdeiro - ou herdeira - poderá escolher entre várias boas partidas - ou bons partidos.
Escrito por Marcelo Morais às 21h11
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Menção honrosa
E a menção honrosa vai para os seguranças do Citibanco em Londres, que ficam estrategicamente posicionados e parados após a catraca de entrada do prédio, verificando se o crachá que cada funcionário carrega tem mesmo a sua foto. Entenda-me bem, caro leitor: não a SUA foto, leitor, mas a própria foto do funcionário portador do crachá.

À esquerda, o prédio do Citibank, em Canary Wharf.
E viva o pleno emprego britânico.
Escrito por Marcelo Morais às 20h29
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Primeiríssimo lugar
E o grande vencedor, em primeiríssimo lugar...
o caboclo que trabalha feito guarda da Rainha e que passa o dia naquele repetitivo balé, aquela presepada de andar de uma casinha a outra no Palácio de Buckingham, carregando suas armas e realizando uma coreografia que mais parece um exercício de alongamento para evitar problemas nas varizes, depois de ficar em pé durante várias horas do dia.
A esse, o verdadeiro troféu de emprego mico.

Escrito por Marcelo Morais às 20h23
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Segundo & terceiro lugares
Em terceiro lugar:
o caboclo que ganha sua vida nas estações do metrô londrino gritando durante o dia inteiro:
- MIND THE GAP.
- MIND THE GAP.
- MIND THE GAP.
Imagine você, caro leitor, trabalhando como esse cidadão, o dia inteiro trancado num cubículo da Estação Santa Cruz do metrô paulistano, gritando para uma multidao que o ignora solenemente:
- MENTALIZE O BURACO...
- MENTALIZE O BURACO...
- MENTALIZE O BURACO...

Em Paddington, o cidadão se esgoela para pedir aos passageiros que "mentalizem o buraco".
Em segundo lugar:
a senhora que parece ficar passeando em um elevador o dia inteiro, informando aos passageiros do elevador que as portas estão abrindo ou fechando e informa, como cortesia, em que andar o elevador está. Essa pobre senhora ganha seus dias com um discurso ensaiado, repetitivo, que diz mais ou menos assim:
- Doors opening...
- Doors closing..
- Ground floor...
- Third floor...

Como mostra a foto acima, mais útil do que simplesmente anunciar que as portas estão se fechando ou se abrindo, seria anunciar que apartamentos ficam em cada andar.
Escrito por Marcelo Morais às 20h18
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Empregos
A cada vez que penso em reclamar das atividades que desempenho no meu trabalho diário, penso (ou lembro) que há empregos muito, mas muito piores do que o meu. Em Londres, consegui identificar alguns bons exemplos para ilustrar essa minha constatação. Listo a seguir o ranking dos piores empregos do Reino Unido - e me atrevo a fazer uma menção honrosa.
A eles, pois:
Escrito por Marcelo Morais às 20h05
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Tráfego
Mesmo morando em Londres há mais de 100 dias, ainda não consegui me acostumar com a mania que esse povo daqui tem de andar na contra-mão. A cada vez que vou atravessar uma rua, tenho a sensação de que os veículos deveriam trafegar na direção contrária à da que eles realmente trafegam. E pouco importa que eu olhe para os dois lados antes de atravessar a rua; sempre tenho a sensação de que estou olhando para o lado errado.

Tráfego, na "contra-mão", naturalmente, na Hammersmith Bridge.
E, pra piorar, não raro eu olho para um carro e acho que ele está andando sozinho, o que ainda me assusta um tanto.
Quando é ônibus, então...

Responda depressa: onde está o motorista do ônibus acima?
Corolário (ou conclusão lógica): em Londres, carteira de motorista não deve valer para nada.
Importante mesmo deve ser a carteira de passageiro.
Escrito por Marcelo Morais às 10h35
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Casa do Canário
Canary Wharf fica tão longe, mas tão longe, que, como bem observou JC, posso dizer aos quatro ventos que eu moro lá na CASA DO CANÁRIO.

À esquerda e ao fundo na foto acima, os prédios lá da Casa do Canário. No fundo, à direita, uma das torres da Tower Bridge. A foto foi feita em Temple, Westminster.
Escrito por Marcelo Morais às 10h08
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Canary Wharf 2
Canary Wharf é assim uma Berrini com mais infra-estrutura comercial. As praças Canada e Cabot concentram as sedes dos bancos e as antigas docas hoje abrigam vários pubs, cafés e restaurantes que fervem no final do expediente bancário. Uma Berrini com mais infra-estrutura comercial e com vários 6:01 cuidadosamente contruídos lado a lado.

Bares na região das docas em Canary Wharf.
Um grande shopping center se estende por toda a região comercial, como uma megastore de conveniência para os atarefados cidadão que fazem dessa região um local vibrante. Uma Berrini com mais infra-estrutura comercial e com vários 6:01 cuidadosamente contruídos lado a lado e com um Shopping Morumbi cortando os subsolos dos edifícios comerciais. Em Canary Whaf há vários prédios novos, bonitos, com linhas arredondadas, achadas envidraçadas, bem diferentes do que se vê na região central de Londres. Uma Berrini mais infra-estrutura comercial e com vários 6:01 cuidadosamente contruídos lado a lado e com um Shopping Morumbi cortando os subsolos dos edifícios comerciais e com vários predinhos que parecem ter sido trazidos do Brooklyn paulistano.

Vista noturna do centro comercial de Canary Wharf, com os prédios de Canada Square.
Canary Wharf é longe pra caramba do centro de Londres. Uma jornada de 20 minutos até Westminster viajando na quase sempre eficiente Jubilee Line, a mais nova e moderna linha de metrô de Londres. Metrô do qual eu não dependo para ir para o escritório, pois minha casa fica bem perto do citibanco. Com o intuito de que eu não me esquecesse que estou aqui, entre outras coisas, para trabalhar, vejo o prédio do citibanco a cada vez que saio na varanda de casa. Uma caminhada de 15 minutos me leva ao escritório. Minha casa fica longe pra caramba do centro do mundo, mas fica bem perto do citibanco, onde eu tenho passado longas horas da minha vida.

Cabot Square, Canary Wharf.
Escrito por Marcelo Morais às 10h02
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Canary Wharf 1
Canary Wharf é longe pra caramba
Canary Wharf só for de táxi
Canary Wharf só for de Southwark
Se não
Não vou nem se amarrado

Estação de metrô, ou Tube Station, de Canary Wharf.
Moro em Canary Wharf, uma região, digamos, emergente de Londres. Antigo reduto de docas, pescadores e sub-classes sociais, a região vem emergindo como o novo centro financeiro de Londres. Muitos bancos – entre eles o citibanco - e algumas consultorias e escritórios jurídicos se mudaram, ao longo dos últimos dez ou doze anos, para essa região situada na zona leste de Londres, próxima ao Parque de Greenwich, onde, me valendo de licença poética, nasce o famoso Meridiano. O de Greenwich.

Sede do Credit Suisse, vista das docas de Canary Wharf.
Escrito por Marcelo Morais às 09h46
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Mudanças
A sede e redação deste Pro&sia de Buteco se mudaram para Londres no dia 13 de abril. Segundo meu amigo Juba, troquei a capital do mundo pela capital do mundo civilizado.
As mudanças, no entanto, vão além.
Troquei uma metrópole vertical e concentrada por uma megacidade horizontal que se estende e se reinventa às margens do rio que a acolhe e alimenta.

Londres e o Tâmisa. Em primeiro plano, o Parlamento.
Deixei para trás dois rios largos, retilíneos e quase previsíveis e encarei um rio sinuoso, misterioso, surpreendente.
Troquei as streets largas e planejadas, perfeitamente quadradas, quase previsíveis como os dois rios, por roads estreitas e sinuosas, tão surpreendentes quanto o rio.
Meu principal meio de transporte não é mais o subway, mas o underground – ou o tube.

O underground é um das marcas características de Londres.
Os luminosos que me cegam não estão mais em Times Square e sim em Picadilly Circus.
Substituí a visão panorâmica a partir do Empire State Building pela visão panorâmica a partir do London Eye.

Londres vista do London Eye.
Troquei as caminhadas no Central Park por caminhadas em Green Park, St James Park e Hyde Park.
Já não saio mais para tomar um tap de cerveja cerveja com os buddies, mas me encontro com mates para um pint de Guiness no fim do dia.
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